A semana começa com uma reviravolta dramática. Após três semanas de conflito intenso no Oriente Médio, o anúncio de uma trégua temporária via redes sociais trouxe um “respiro” para os ativos de risco. O petróleo, que ameaçava descontrolar a inflação global, virou para queda, enquanto os juros de longo prazo (Yields) recuam globalmente. No Brasil, o foco migra do front externo para os bastidores de Brasília e para a crucial Ata do Copom amanhã.
A “Trégua de 5 Dias” de Trump
Após ameaças de escalada contra usinas de energia no Irã, o presidente Donald Trump anunciou via Truth Social um avanço nas negociações e uma trégua de 5 dias.
- Petróleo: Reverteu a alta inicial e acumula queda de 8% no início da semana.
- Estreito de Ormuz: Países nórdicos e europeus emitiram declaração conjunta exigindo a libertação total do fluxo, reafirmando o direito internacional de navegação.
Ouro e Criptoativos
- Ouro: Queda acentuada de 24% em março, retornando aos níveis de outubro/2025. O alto custo de oportunidade (juros globais elevados) tirou o brilho do metal.
- Cripto (HASH11): Apesar da queda de 34% nas últimas semanas, o índice sustenta-se acima da média de 200 dias. O acordo entre o Senado dos EUA e a Casa Branca sobre Stablecoins traz segurança regulatória para o setor.
Política Monetária (Copom e Fed)
O “sonho” de cortes de 1,00 p.p. na Selic ficou para trás. O contágio inflacionário do conflito limitou o BC brasileiro a cortes de apenas 0,25 p.p., enquanto o Fed optou pela manutenção das taxas nos EUA.
- Curva de Juros: O BR10Y iniciou o dia em queda de 1,59%, saindo de 14,30% para 13,90%, acompanhando o alívio externo.
Agenda e Fiscal
- Inflação: Atenção total à Ata do Copom (Terça) e ao IPCA-15 (Quinta).
- Dólar: Inicia a semana em queda de 1,5%, beneficiado pelo recuo das tensões globais.
- Imposto de Renda 2026: Começa hoje o prazo de entrega (ano-base 2025). O prazo vai até 29 de maio, às 23h59min59s. A Receita espera 44 milhões de declarações.
Análise Corporate
No setor financeiro, o BTG Pactual (BPAC11) apresenta uma alta de 5%. Mesmo após as notícias de um ataque hacker com desvio de R$ 100 milhões. e a rápida recuperação de R$ 80 milhões junto à Caixa Econômica. Preço-Teto Médio de R$ 41,50.
No setor de tecnologia e infraestrutura, a Desktop (DESK3) é o grande destaque, saltando 25% após o anúncio de que a Claro irá adquirir 73% da companhia por R$ 4 bilhões. O mercado projeta um Preço-Teto Médio de R$ 28,00 para o ativo nesta nova fase de consolidação.
(Checklist de Garimpo) a Cyrela (CYRE3) registra alta de 7%. O sentimento é de Recuperação, com o papel atraindo compradores após uma correção técnica de 22% nas últimas quatro semanas. O foco do mercado está na digestão dos resultados do 4T25 e na manutenção do otimismo após a valorização de 98% vista em 2025. O consenso estabelece um Preço-Teto Médio de R$ 29,50.
Por fim, a Petrobras (PETR4) A companhia segue ignorando ruídos políticos. Apesar da volatilidade recente do petróleo Brent, a tese de dividendos continua sustentando o papel, que possui um Preço-Teto Médio de R$ 44,00, servindo como um importante porto seguro no Ibovespa.



