A oferta de medicamentos análogos de GLP-1 (conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras) deixou de ser exclusividade da rede privada. Em 2026, diversas prefeituras e governos estaduais iniciaram programas de distribuição gratuita para pacientes que atendem a critérios específicos de saúde.
Confira onde os programas já estão confirmados e como funcionam:
Programas Confirmados por Região
Rio de Janeiro (RJ)
A Prefeitura do Rio agendou para o dia 18 de março de 2026 o lançamento oficial do seu programa de distribuição. O foco da Secretaria Municipal de Saúde são pacientes com obesidade grau III e comorbidades graves. Para ter acesso, o paciente deve estar matriculado e ativo no programa Academia Carioca. Além das unidades básicas, o Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia (IEDE) atua como unidade de referência para os casos de maior complexidade.
Urupês (SP)
O município paulista saiu na frente com um projeto piloto iniciado em março de 2026. A prefeitura disponibiliza canetas à base de tirzepatide especificamente para pessoas que estão na fila de espera por cirurgias bariátricas. O objetivo é reduzir o risco cirúrgico de cerca de 200 pacientes selecionados.
Distrito Federal (DF)
A Secretaria de Saúde do DF aprovou, em fevereiro de 2026, a incorporação da semaglutida ao protocolo da rede pública. O medicamento será destinado a pacientes que não apresentaram resposta clínica satisfatória apenas com mudanças no estilo de vida. No momento, o governo finaliza os protocolos técnicos de entrega e monitoramento para dar início à dispensação.
Porto Alegre (RS)
Na capital gaúcha, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) — unidade vinculada ao Governo Federal — iniciou a distribuição de semaglutida no primeiro semestre de 2026. O programa funciona através de uma parceria estratégica com a fabricante Novo Nordisk e exige que o paciente esteja em acompanhamento multidisciplinar rigoroso no hospital.
Mercado e Regulamentação: O que mudou em 2026
O cenário de distribuição pública foi impulsionado por mudanças regulatórias e de mercado que ocorreram neste ano:
- Fim das Patentes: Em março de 2026, expirou a patente de medicamentos baseados em semaglutida no Brasil. O fato abriu caminho para que laboratórios nacionais iniciem a produção de versões genéricas, o que promete reduzir drasticamente o custo de aquisição para os cofres públicos nos próximos meses.
- Ação da Anvisa: A Agência Nacional de Vigilância Sanitária acelerou a análise de 17 novos pedidos de registropara fármacos voltados ao tratamento da obesidade. O aumento da concorrência é visto como fundamental para que estados e municípios consigam manter os programas ativos financeiramente.


