Presidente do Banco Central sinaliza que o “transatlântico” da economia está pronto para mudar de direção, mas sem movimentos bruscos.
A expectativa do mercado financeiro finalmente ganhou uma data e um porta-voz. Gabriel Galípolo, futuro presidente e atual diretor do Banco Central, indicou que a reunião do Copom em março deve marcar o início da queda da taxa Selic, atualmente em 15%. A estratégia, no entanto, é de uma “descida controlada” para evitar turbulências no câmbio e na inflação.
O que sustenta essa mudança:
- A “calibragem” dos juros: O Banco Central abandonou o tom de manutenção severa e passou a falar em ajuste fino, o que no “economês” sinaliza o fim do teto de 15%.
- Inflação na meta: Com o IPCA dando sinais de convergência para os 3%, o BC ganha margem de manobra para aliviar o custo do crédito.
- Expectativa de Março: O mercado já precifica um corte que pode variar entre 0,25 e 0,50 ponto percentual.
Os riscos que ainda travam o BC:
Apesar do otimismo, Galípolo reforçou que o Banco Central é um “transatlântico” e não um “jet ski”. Isso significa que o ritmo de queda dependerá da saúde das contas públicas (risco fiscal) e do pleno emprego, que pode pressionar a inflação de serviços se o consumo subir rápido demais com juros mais baixos.
Agenda do Investidor:
A decisão oficial será anunciada na quarta-feira, 18 de março, após o fechamento do pregão. Até lá, o mercado monitora cada fala dos diretores do BC em busca de pistas sobre a intensidade do primeiro corte.
Conclusão
O ciclo de alta chegou ao fim, e o de queda está contratado. O desafio de Galípolo será equilibrar a mão para que a queda dos juros não desancore as expectativas de inflação para 2027.
Lembrete do Yuga: Fique de olho na divulgação do IPCA de fevereiro; ele será o último “check” técnico antes da canetada de março.


